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Como o Esporte Pode Melhorar Sua Vida Profissional

Texto originalmente publicado no blog da 4winners

Existe uma vasta literatura cientifica que prova que atividades físicas podem melhorar o desempenho intelectual de uma pessoa através da melhora da irrigação sanguínea do cérebro e criação de uma sensação de alerta. O esporte competitivo, além desses benefícios biológicos trás aprendizados psicológicos que podem ser aplicados para a carreira e o dia a dia.

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Praticar algum esporte de forma competitiva, seja ele qual for, expõem o atleta a um alto grau de pressão. Saber canalizar essa pressão em prol de resultados positivos, tomando decisões rápidas de maneira segura é o que muitas vezes separa o primeiro do último lugar, principalmente em competições de alto nível. Nelas a diferença entre o primeiro e o quarto lugar não costuma ser maior do que 3%, fazendo com que pequenos detalhes separem a medalha de ouro de uma classificação mediana.

A constante pressão por resultados gera outra adaptação fundamental entre praticantes de esporte, a resiliência. Apesar do talento individual ser fundamental para o sucessos em competições, a maioria dos atletas que se destacam são aqueles que conseguem seguir o planejamento de treino a risca e se manter na ativa através das adversidades físicas e psicológicas.

Por fim, não existem bons atletas solitários, mesmo em esportes individuais como natação e levantamento de peso, campeões são formados em um ambiente de co-competição, onde eles aprendem a colaborar com atletas que potencialmente serão seus adversários para o seu próprio desenvolvimento, postergando a rivalidade para um momento adequado.

Co-competição, resiliência e capacidade de tomar decisões sob pressão são características que não importam apenas dentro da arena dos esportes, mas também no mundo corporativo. Assim o esporte é uma forma excelente de aprimorar e testar essas características em uma situação controlada, permitindo que depois elas sejam aplicadas de forma mais segura dentro do ambiente profissional.

Para praticar essas aptidões não é necessário uma grande capacidade esportiva, mas sim se comprometer com um esporte e traçar metas de curto e longo prazo para que se torne um exercício de aprimoramento constante.

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Como Definir Suas Metas no CrossFit

É comum as pessoas começarem um programa de atividade física – agora, a bola da vez é o CrossFit – por causa de uma necessidade pessoal. Pode ser que precise perder peso; ganhar massa muscular; melhorar a condição cardiorrespiratória; sair da frente da televisão; diminuir as happy hours; ou simplesmente ficar linda no vestido de noiva.
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Ok! Seja qual for o motivo que leve uma pessoa à prática regular de esportes, está valendo. Acontece que nem sempre o motivo que as leva a começar, é suficientemente forte para fazê-las continuar. E aí começa aquele vai e vem sem fim, fazendo o box ser lembrado apenas quando aquele motivo inicial reaparece, e ele sempre reaparece.

Para evitar que isso aconteça e para tornar os treinos mais prazerosos e produtivos é preciso estabelecer metas e renová-las a cada etapa atingida. Compartilhem seus objetivos com o coach e considerem o método S.M.A.R.T . de definição de metas.

Trata-se do acrônimo em inglês para:

S – Específica
M – Mensurável
A – Alcançável
R – Relevante
T – Tempo determinado.

Para exemplificar, vamos por cada um dos cinco itens do SMART.

Específica: Toda meta tem que ser específica, ou seja, não basta dizer que quer perder peso, é preciso dizer quanto peso quer perder. No caso de melhoria de performance, costumo ouvir: “Quero melhorar meu clean and jerk…”, e aí cabe a pergunta sobre quais aspectos devem ser melhorados, se é a técnica, se é o RM, etc., no caso da técnica é preciso definir quais etapas devem ser melhoradas, portanto, precisam de mais treino.

Mensurável: Não existe meta que não possa ser medida, por isso, defina os indicadores que usará para medir sua evolução. No caso de perda de peso é muito fácil… balança, assentamento das roupas e – o melhor de todos – o feedback elogioso de outras pessoas. No aumento RM ou PR também não tem segredo, basta registrar os aumentos de carga. Porém, quando a meta é técnica, os indicadores são mais complexos e é necessário o auxílio do coach para observação e, talvez, algum APP de analise de movimento.

Alcançável: Uma meta inalcançável já nasce morta. Uma meta muito fácil não mobiliza o suficiente. Então, neste item é fundamental encontrar a medida certa entre um objetivo que seja possível, porém, seja desafiador. Para alguém que pesa 100 kgs talvez seja bem desafiador (e possível) perder 20 em quatro meses, mas seria totalmente insano e irresponsável, desejar perder a mesma quantia em 15 dias. Exageros à parte, o importante é que a meta não seja uma missão impossível.

Relevante: Uma meta só receberá sua atenção, dedicação e trabalho duro se ela fizer sentido para você. É muito bacana ser desafiado pelos colegas ou pelo coach para aumentar o RM, por exemplo, contudo o único desafio que funciona é aquele que você se faz. Se aumentar o RM não for relevante para você não aceite isso como meta. É muito provável que você não a alcance e, o que é pior, poderá se frustrar por isso. Lembre-se de inúmeros casos de pessoas que tiveram mil recomendações para parar de fumar, perder peso ou começar uma atividade física e só o fizeram quando tomaram um susto e aquilo se tornou, de fato, importante para ela.

Tempo determinado: Este item é diretamente relacionado com o primeiro (específica). Ao definir sua meta pessoal, é imprescindível que você defina o prazo em que ela deverá ser alcançada. Isso é muito importante para que suas ações sejam mais bem direcionadas no sentido de atingir o objetivo. Observe a diferença entre as seguintes afirmações: a) Um dia eu quero me classificar para os Regionals… b) Tenho como objetivo disputar os Regionals em 2017… Muito diferente, não? No primeiro caso o crossfitter poderá ficar indefinidamente perseguindo a dita “meta”, no segundo o colega sabe que tem dois anos para treinar e definir sua estratégia para realizar o objetivo.

Um continuará indo ao box e vendo o que acontece no dia, o outro entrará no box todos os dias sabendo o que tem que fazer para atingir seu objetivo.

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Como Funciona a Periodização no CrossFit

O CrossFit tem em seu âmago uma estrutura extremamente organizada, apesar da aparência caótica da organização dos treinos. Isso é resultado de uma periodização ondulatória associada a uma gama de valências e variáveis físicas associados a um leque de exercícios numa combinação muito grande. Mas que diacho quer dizer tudo isso?!?!?
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Primeiro precisamos definir algo clássico que é a chamada periodização ondulatória. A periodização é um processo onde o técnico, planeja os volumes e intensidades do treino, seguindo orientações pelas evidências científicas direcionadas a promover as maiores adaptações (força, explosão, hipertrofia, resistência, isometria, etc) com menor impacto negativo ao sistema, ou seja, ganhar o máximo que puder sem se machucar.

Com o evoluir dos métodos e sistemas de avaliação de diagnóstico, essas prescrições foram melhorando com o tempo e se adaptando a novas realidades. Dentro desse contexto nasceu a periodização ondulatória, nela as variáveis não progridem de forma linear, sendo que enquanto uma capacidade está sendo mais exigida, a outra está em um processo de compensação.

Isso se parece muito com a descrição dos treinos de CrossFit, uma semana o praticante está fazendo back squats com carga máxima, na outra wall balls para repetições e na terceira squat cleans com cargas moderadas, está formula permite que o praticante ,atleta competitivo ou não, esteja sempre pronto para a ação. Isso acontece  seja porque os patrocinadores cada vez mais “exigem” que o mesmo esteja sempre participando dos eventos promovendo as devidas marcas, ou no caso da maioria dos crossfitters recreativos, pelo fato dele eles não poderem se dar ao luxo de escolherem quando vão usar seu treinamento no dia a dia.

A periodização linear, velha conhecida dos praticantes de musculação, tem um começo mais “fraco” e vai melhorando a cada ciclo da periodização, atingindo um “pico” de performance que é programado para acontecer no momento das provas. Ambas têm pontos positivos e negativos, e as evidências mais recentes*  apontam que ambas tem eficiência equivalente.

Há ainda a periodização em bloco e algumas outras menos vistas nas publicações científicas. Porém, uma coisa é comum a todas elas: a dosagem dos exercícios devem ser calculadas e meticulosamente adequadas a cada pessoa de forma individual. No CrossFit, o treino é em grupo, mas a intensidade é dada subjetivamente por cada aluno. Ainda carecemos de mais evidências sobre essas variáveis como norteadoras da prescrição dentro da modalidade, mas a dica que fica é: nunca passe dos seus limites! É o atleta quem precisa defender seu corpo das lesões. Não se contente apenas com um profissional qualificado, vá atrás de um especializado e, se ainda assim você sentir que algo não está indo bem, converse com ele e, se for o caso, procure outro pois seu corpo é seu bem mais precioso, afinal de contas sem ele você não existe.

No final das contas lembre-se: o que interessa é você assumir um estilo de vida saudável visando conceber essa realidade até o máximo que seu corpo permitir, até mesmo aos 100 anos.

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*Systematic Review and Meta-Analysis of Linear and Undulating Periodized Resistance Training Programs on Muscular Strength. Harries SK, Lubans DR, Callister R.// Influence of linear and undulating strength periodization on physical fitness, physiological, and performance responses to simulated judo matches. Franchini E, Branco BM, Agostinho MF, Calmet M, Candau R.